quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

um par


eles de novo. o par preferido.

e ainda sujos do Carnaval em Olinda, mas não haverá água com sabão que lhes tire a memória de cada ladeira, cada olhar e beijo, cada gota de suor e cerveja.

foi o pouco que consegui levar do Carnaval de Salvador.

note-se: pés limpos e prontos pra 2009.

***

A Ju, pelo "venha"; a Cristhiano e Katalina, pela adoção (e ao email onírico de Cristhiano me cobrando o post do Carnaval); a Laura e Kyl, pelo carinho de (já posso dizer?) sempre; e a Dudu, por ter rodado a baiana com a gente - arrasamos.

sábado, 22 de dezembro de 2007

voltando


















desde ontem respiro folgado e não suspiro mais por cansaço (agora só permito aqueles acompanhados de um sorriso): cumpri todas as disciplinas do currículo da faculdade. êba !!!

e que venha o tfg.

(...)
durante a semana me bateram as tais crises de fim de semestre numa combinação sui generis - e nada agradável - com o final da faculdade. no somatório (não o de esforços cortantes, faz favor) ficou a repetida lição de aprender a confiar mais no que se pode e menos no que se pretende fazer.
ainda mais quando se trata de alguém como eu, com tendências megalomaníacas.
(...)

ufa ! (?) agora é o começo do fim.

***

p.s.: perceberam como a relação imagem-palavra tá ficando forte? minha câmera tá quebrada e ainda não achei um lugar confiável para consertar :(

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

love is on the web

Alice diz:
amo-te

leo diz:
amo-tb


p.s. (com a auto-estima High and Above): e sem oba-oba no meu msn, senão eu saio bloqueando meio mundo de gente!

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

As cores na Bahia vão muito além das camisas em festas estúpidas


Acontece no Forte de São Marcelo, até o fim do mês, a XV Bienal de Arte Fotográfica Brasileira em Cores. Esta edição foi organizada pelo Salvador Foto Clube.

Dentro da exposição foram escolhidos três primeiros lugares, vinte menções honrosas e mais uma série de fotos aceitas para comporem a mostra, como foi o caso da "Procurando cores" de Alice.

Vale ficar até o fim do dia p'ra pegar os laranjas-rosas-roxos-azuis do pôr-do-sol.

* * *

XV Bienal de Arte Fotográfica Brasileira em Cores

Forte de São Marcelo - SSA - Ba

até 30.nov (ter-dom) 9h-18h

terça-feira, 6 de novembro de 2007

fotos 2x3, ou como os olhares se encontram sem precisarem se ver

1. duas patas em Jaguaripe

Um passo, quatro pés. Um passo, quatro pés. Um passo, dois pés ... "Cadê Juliano?"
Ele ficou pra fotografar a pata pendurada no açogue.
Eu fiquei tentado, mas não quis imitá-lo naquela hora.
Eu fiquei de mostrar a ele a que encontrei depois, mas me esqueci.
E fiquei - sobretudo - intrigado com as outras tantas fotos-gêmeas!


2. duas canoas em Morro de São Paulo

Duas canoas que são uma, apenas.



3. dois perdidos em Cairu

Bosch passou por aqui. Era quase um "Jardim das Delícias" este do Convento de Santo Antônio em Cairu. Herrmann parecia se perguntar por que diabos não trouxe sua Frau para este país; a garota parou de se divertir com o discman por um instante e fitou ao largo...

"O que estou fazendo aqui?", talvez eles se perguntassem. Seria ao menos uma ligação entre essas duas figuras, tão indiferentes um ao outro e aos seus vizinhos espiadores.

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

um pé do par

Eu e Elaine saindo de um almoço numa cumplicidade que já me fazia falta - por falta mesmo de oportunidade, nada mais. Eu estava confuso: precisei que ela me convencesse daquilo que eu queria (!).

Aí começamos nosso passeio. A Graça e a Vitória tomadas discretamente por uns flocos que me disseram depois serem "paina", e que eu viria a descobrir serem mais do que um nome. Continuamos em direção ao Campo Grande. Elas, sem uma corrente que lhes guie, pousam em canteiros, nas sarjetas, na tela que proteje a varanda do Edifício Maiza, chegam ao cabelo de um senhor na Barra e sabe lá Deus o que mais alcançam.

A essa altura já vemos a nuvem de flocos no começo do Corredor da Vitória, só faltando mais uns passos para descobrir a enorme paineira na extremidade da praça. O vento solta os flocos dos galhos como Edward podava-libertava as árvores daquele loteamento tão sem vida. Um pouco de experiência real em nosso mundo fake. Um pequeno êxtase.

Grande parte do deslumbre vem do meu hábito de seguir - mas de modo bem displicente - essas pequenas correntes de água na rua para descobrir que são uma obra do metrô, ou um mero cano estourado, ou até mesmo a garagem de casa que acabou de ser lavada. Mas nesse sábado achei a tal árvore, e a metáfora pode até ser batida, mas essa está em período de floração... e se espalhando pela cidade feito meu hálito suspirado e minhas palavras sussuradas.

A digressão toda é porque hoje me dei conta que chegar até ela foi caminhar ao meu encontro. Daí eu achar que fui muito feliz nesta última imagem-síntese: estou em algum ponto do trajeto com meu All Star preferido, suspirei uma paina-Wally em algum lugar da calçada e me conformo, nesse começo de novembro, com apenas um pé do par.